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domingo, 17 de outubro de 2010

Tempo

Tempo sempre traz a memória coletiva de todos coisas poéticas, sentimentos nostálgicos, coisas passadas. Não pra mim...
Sempre fui "muito amigo" do tempo, na verdade, sempre gostei do tempo que voa, do tempo que não volta, do tempo que dispara a minha frente. Poucas vezes já senti saudade de um tempo antigo e desejei que ele voltasse, na verdade, ele sempre trouxe melhorias em todos os âmbitos da minha vida, fazendo com que eu viva muito mais no futuro do que em um passado. Não gosto de pensar que essa ou aquela época foram melhores do que a que eu vivo hoje, afinal, eu vivo o hoje e não o ontem nem tão pouco o amanhã, mas em breve viverei o amanhã, que vai se tornar um hoje que eu desejo que venha logo.
Outra coisa que eu sinceramente não compreendo é "A cura do tempo". Eu não sei de onde surgiu que o tempo cura todas as coisas, talvez na observação humana na cicatrização de uma ferida física. Mas nas faculdades mentais e espirituais do corpo, as coisas são diferentes, não há nada que o tempo possa fazer, ao menos pra mim. O tempo nesse caso é sempre um inimigo...
Não sou uma pessoa que se Magoa fácil, não sei se já falei, mas sentimentalismo não é muito a minha praia, claro, tenho sentimentos, mas não sou muito bom em demonstrá-los. Sempre que me sinto mal com alguem, por mais que o tempo passe, eu passo a arquitetar uma dialética, ou uma defesa completa que seja arrasadora pra quem ouvir. Talvez seja terrível, mas normalmente é assim, nem sempre dá certo, pois afinal, como eu disse, tudo tem que passar por um crivo do que é socialmente aceitável, o que nem sempre (ou quase nunca) é o que eu penso.
Mas o que importa é que o tempo faz com que tudo crie raízes, seja bom ou ruim, coisas que antigamente você não dava o mínimo valor passa a ser uma de suas memórias que você mais gosta, ou aquilo que você não suportava, demonstre que na verdade é um simples fato inofensivo.

Froidian Slip

Freud descrevia o ato falho como movimentos ou falas reprimidas, provocadas pelo insconsciente humano, que na verdade, não são erros, mas tudo aquilo que nós realmente desejamos e não podemos expressar no meio social o que vivemos.
O motivo desse blog é realmente esse, um lugar aonde possa expressar os meus pensamentos e sentimentos sem passar por nenhum crivo social a não ser o meu. Mais um blog de frases feitas e revoltas de um adolescente ou jovem que na verdade é um belo rebelde sem causa? Provavelmente não. A intenção é falar o que penso do meu ponto de vista único. Por quê único?
Aqui começa o Meu ato falho: Dizer que me sinto mais inteligente do que as pessoas normais, o que é reprovável para qualquer um dizer em público, apesar de muitas pessoas se sentirem assim. Mas minha inteligência não melhor do que a de ninguém, e não, isso não é para tentar amenizar a afirmação anterior. Sinto que minha mente é incessante em buscar, não o entendimento do meio comum, mas a compreensão das coisas, quero entender realmente como tudo funciona, o porquê do comportamento humano, o porquê que que as coisas são do jeito que são.
Meu pai certa vez me disse que eu sofro demais, porque tento entender porque tudo funciona dessa maneira. A ignorância é prazerosa, já o conhecimento é enfadonho. As pessoas de minha idade não ligam pra essas coisas e são muito mais felizes do que eu. E é esse motivo que me traz a escrever aqui, se não tolerar o que está lendo, encima desta página há um símbolo vermelho que fechará este blog e você não precisa retornar aqui. Muito obrigado