quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Futuro

Dezoito anos. Dizem que é quando você repentinamente sai do mundo da infantilidade, assume o peso de uma sociedade que te empurra a frente, mesmo você querendo estar parado, quando quer descançar um pouco. Quero sentar em uma alta colina, e revistar a fundo todas as memórias, os risos, as pessoas...Lembranças que agora serão contadas para as pessoas que não conheceram o Lucas criança, o Lucas adolescente, o Lucas de Cabelo Grande, o Lucas Retardado, enfim, essa multi variedade de "Lucas" que existirem e serviram pra amadurecer o Lucas que agora irá cair de cara em um mundo cinza, cruel e sem nenhuma proteção.
Mundo esse, muitíssimo convidaditvo, que lhe faz vislumbrar inúmeras possibilidades: Seja um médico, ou um cientista político, ou um filósofo talvez, Um militar severo, ou até um musico famoso. Não sei, e essa é a parte mais cruel do mundo. Ao chegar em um ponto no futuro, você se depara com o que é, e por mais que esteja feliz, fica um tanto quanto triste com todas as outras possibilidades que teve que largar em função daquilo que desejou seguir.
Quando você se depara com essa idade, já se acha velho demais pra algumas coisas que ainda adora, ainda se acha novo pra fazer coisas que sempre desejou. Lide com tudo isso de uma forma tranquila, eu o desafio!

domingo, 24 de outubro de 2010

C'est la vie...

Já aconteceu com você, de planejar algo durante dias, semanas, meses ou até, quem sabe, anos, mas chega no momento mais crítico e tudo dá errado? Comigo, não há algo menos incomum, e é por isso que eu sou fã do improviso.
Nem sempre saímos felizes das situações que a vida nos oferece, nem sempre saímos de cabeça erguida, e muito menos satisfeitos com nossas ações. Poderíamos ter feito mais, melhor, de forma mais convincente ou mais intensamente. Mas, e se fosse assim, aonde aprenderíamos? Aonde estariam os poços e seus fundos que nos dão determinação de mudar e melhorar? Afinal, a vida é feita mais de erros do que de acertos, pois é assim que aprendemos a valorizar cada vitória que temos.
Costumo dizer, e gosto de falar que é o meu jargão, que "A minha vida é uma piada". Afinal, ela sempre me fez rir, cada erro é mais cômico que o outro, e mesmo as coisas mais terríveis futuramente se tornam suaves risadas entre amigos. Não vejo motivo para ter revolta com Deus, afinal, penso eu, sem ser de forma alguma errado ou herege, que Ele é um grande comediante. Pois afinal, se tudo que é bom vem Dele, porque não a comédia? E Ele faz as coisas mais simples virarem deliciosas gargalhadas a serem compartilhadas com seus. É muito melhor rir daquela sua experiência perigosa, ou trágica do que a guardar com ressentimento. Ria, pois nem tudo será o que você quer, e é isso que faz a vida tão fascinante!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mulheres e os Relacionamentos

São sentmentais, são ilógicas. Fazem de tudo pra te conquistar, e quando conseguem, esnobam e lhe faz implorar por tudo aquilo que elas fizeram antes, para que tudo seja igual.
São maquiavélicas, pois fazem o mal de uma vez só, e aos poucos fazem o bem. Enlaçam, brincam, fazem ciranda com a sua cabeça, até que você fique tão confuso que desista de lutar contra o seu domínio.
Quando Jovens, Idolatram ídolos que nunca vão conhecer. Se entregam de corpo e alma, choram, fazem loucuras, por homens que nunca as amarão, que não irão lhe oferecer sequer um segundo de seu tempo, enquanto isso, os homens reais disputam por um espaço que já lhes foi negado a muito tempo, e mesmo assim enfrentam a batalha perdida.
Quando Mais velhas, entregam-se as suas próprias vontades. São firmes no que pensam, são seguras no seu modo de agir. Devastam tudo por onde passam, arrancam olhares, frases feitas, cantadas baratas, e mesmo assim são mestres em não se apaixonarem. E quando se apaixonam, usam de sua falta de lógica para confundir toda certeza.
Dizem as mais confiantes que são as donas do mundo, mas enquanto esse fato não for confirmado científicamente, eu continuarei negando.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Egocentrismo

Não sou Hipócrita, vivo para os aplausos. Me deleito com os elogios, Deliro quando ouço as salvas de palmas. Estaria eu errado?
O grande segredo de qualquer ser, sendo humano ou não, é passar sua existência, suas características, sua forma a frente. O segredo por trás disso é que, querendo ou não, ninguém deseja ser esquecido, e faz ao máximo para impactar as pessoas de modo que esteja sempre vivo na memória coletiva.
Ora, então sou eu apenas uma personificação do desejo oculto da humanidade.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Disconexo

"Aonde está o estilo literário desse rapaz? Ora faz textos longos, Ora textos curtos. Ora coisas subjetivas, Ora coisas realistas..."
Engraçado, quanto mais aprendemos, mais nos identificamos com tudo. Ao menos, é assim que funciona comigo. Me considero como uma variável em mundo rígido. Acordo Humanista, Almoço naturalista, Passo a tarde Romantista e Durmo Parnasiano. E quem há de me corrigir? Afinal, tudo isso é apenas um ato falho qualquer.

Liberdade

E realmente quem é estável? Quem consegue se definir com uma frase? Quem nunca desejou ser algo que nunca foi, mas sempre quis ser? Melhor ainda, quem é uma coisa, mas sempre demonstrou a todos que é outra totalmente diferente, e agora tem medo de revelar o seu verdadeiro Eu?
Besteira poética e sentimentalista? Talvez. E talvez seja um argumento real o suficiente pra abalar a auto-afirmação mais bem construída. E o mais engraçado de tudo isso é quando você tem a sua própria imagem, que você trabalhou tanto pra construir por tanto tempo, e simplesmente acaba percebendo: Ninguem compra aquilo que você constrói, ou você é, ou não é.

Infantilidade

Quando criança, você não entende o por quê de pessoas mais velhas se comportarem daquele jeito. Tudo pra você parece tão, mais tão simples, que tudo poderia ser resumido numa risada, num abraço ou em um pedido de perdão.
As coisas simples, parecem simples. Parece estranho? Mas realmente é verdade. Quando se envelhece, você tem que aprender conceitos arcaicos, pensamentos retrógrados, e junto a isso, a sua própria forma de pensar que deve se adaptar a toda essa carga anterior. Quando você reúne tudo e se depara com o que você acha que é a sua forma original de pensar e se comportar, você enfrenta a dura realidade: é exatamente igual a todo e qualquer adulto.